Análise - 02/04/2025

A imagem do canal visível do satélite GOES-16, registrada às 16h00 (horário local), mostra a presença de nebulosidade associada à chuva principalmente na região do Cariri, Ibiapaba e Litoral Norte. 

Entre hoje e sexta-feira (02 e 04/04), devido ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e à influência de fatores locais, como a brisa, o relevo e a interação entre temperatura e umidade, o território cearense permanecerá com condições favoráveis à ocorrência de chuvas isoladas em todas as macrorregiões. No entanto, os eventos mais significativos devem se concentrar nos municípios da faixa litorânea e na porção leste do estado. Nas demais regiões, as chuvas tendem a ser isoladas e de curta duração.

Para o restante desta quarta-feira, espera-se variação de nebulosidade em grande parte do estado, além de chuvas isoladas em todas as macrorregiões. As precipitações mais expressivas devem ocorrer na região do Cariri e no sul da Jaguaribana, podendo ser acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Na madrugada e manhã de quinta-feira, devido à atuação da ZCIT, são esperadas chuvas de intensidade fraca a moderada, ocasionalmente fortes, no Litoral de Fortaleza, Litoral do Pecém, Maciço de Baturité e no norte do Sertão Central e Inhamuns. No Cariri e na região Jaguaribana, a convecção local poderá provocar chuvas rápidas durante a madrugada. No período da tarde, os eventos de chuva devem se concentrar na porção noroeste do estado.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico responsável pelas chuvas no Ceará entre fevereiro e maio, encontra-se próxima à latitude 2°S.

Fortaleza e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) 


Entre o fim da noite de hoje e a madrugada e manhã de quinta-feira, o céu deverá permanecer predominantemente nublado, com chuvas de intensidade fraca a moderada, ocasionalmente fortes.

*Zona de Convergência Intertropical (ZCIT):* Trata-se de uma faixa semi-permanente de nebulosidade, próxima à linha do Equador, formada pela convergência dos ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul. Essa interação provoca o levantamento de ar quente e úmido na região equatorial, favorecendo a formação de nuvens do tipo cumulonimbus.
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